Intensidades amostrais para análise geoestatística da acidez de solo em produção orgânica de banana 'Princesa' / Samples intensities for geostatistical analysis of soil acidity in 'Princesa' organic production

Eudocio Rafael Otavio da Silva, Marcos Gervasio Pereira, Murilo Machado de Barros, Gabriele Oliveira Silva, André Felipe de Sousa Vaz, Luiz Carlos da Silva Júnior

Abstract


O objetivo deste trabalho foi avaliar a variabilidade espacial da acidez do solo em diferentes intensidades amostrais em produção orgânica de banana ‘Princesa’ (Musa spp.) e a qualidade do mapeamento a partir de métodos geoestatísticos. O trabalho foi realizado em uma área de produção orgânica de Banana ‘Princesa’ de 2.215 m², no setor de Horticultura da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica (RJ). Foi realizada a coleta de 60 pontos em uma malha regular em duas profundidades, 0-0,05 m e 0,05-0,10 m. A partir deste delineamento foram estimadas outras 3 densidades amostrais para a área: 42, 30 e 16 pontos. Após a coleta dos pontos, foi obtida a terra fina seca ao ar das amostras e estas foram submetidas à análise de pH, utilizando-se relação 1:2,5 de solo em água. Os resultados foram submetidos à análise exploratória e geoestatística utilizando-se o software R. Para o estudo geoestatístico, calcularam-se os semivariogramas teóricos e seus modelos foram ajustados segundo o método da Máxima Verossimilhança. Como resultados obtidos, verificou-se que na camada de 0-5 cm, é possível recomendar a amostragem de 42 pontos para as condições em estudo (GDE moderado e alcance de 28,22 m), reduzindo custos nesta atividade e tornando-a financeiramente mais viável para o agricultor, sem perder a qualidade do mapeamento. Na profundidade de 5-10 cm, as intensidades amostrais de 60, 42 e 30 pontos apresentaram mapas relativamente parecidos, havendo redução da qualidade do mapeamento, porém sem que houvesse prejuízo na visualização das regiões mais e menos ácidas. Portanto, a intensidade amostral de 30 pontos pode ser a recomendada desejando-se ter uma estimativa da variabilidade espacial da acidez destes solos (GDE moderado e alcance de 17,20 m).


Keywords


Agricultura de precisão, dependência espacial, fruticultura, geoestatística

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n3-286

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