Correlação entre o índice de conicidade e indicadores antropométricos de risco cardiovascular: um estudo com praticantes e não-praticantes de exercícios / Correlation between the conicity index and anthropometric indicators of risk cardiovascular: a study with practitioners and non-practitioners of physical exercise

Isabella da Costa Ribeiro, Sabrina Magnata Calafange, Tafnes Laís Pereira Santos de Oliveira, Maria Izabel Siqueira de Andrade, Luciana Gonçalves de Orange, Cybelle Rolim de Lima

Abstract


Introdução: O excesso de gordura na região abdominal, predispõe o indivíduo a uma série de fatores de Risco Cardiovascular (RCV). Entre os indicadores antropométricos mais empregados para identificar a obesidade abdominal, destaca-se o Índice de Conicidade (IC), determinado através das medidas de peso, estatura e Circunferência da Cintura (CC). Assim, o objetivo principal deste estudo foi avaliar o índice de conicidade em praticantes e não-praticantes de exercício físico, correlacionando-o com os demais indicadores antropométricos indicativos de risco cardiovascular. Metodologia: Trata-se de um estudo de corte transversal realizado durante os atendimentos de um projeto de extensão desenvolvido em uma universidade pública no estado de Pernambuco, Brasil. Foram coletadas informações demográficas (idade e sexo) e dados referentes à avaliação antropométricas: peso, estatura, circunferência do quadril e CC, os quais possibilitaram a obtenção do índice de massa corporal (IMC), da relação-cintura quadril, da razão cintura-estatura e do IC.  Resultados e Discussão: A amostra foi composta por 100 indivíduos, sendo 60 praticantes (60%) e 40 não praticantes de exercício físico (40%), apresentando idade mediana de 22 anos (IQ=20-25), com maior frequência do sexo feminino (63%; n=63). Houve associação entre a prática de exercício físico com IC, no qual os indivíduos praticantes apresentaram menores valores do parâmetro (p=0,041). As correlações avaliadas entre o IC e os demais indicadores foram positivas em ambos os grupos, porém no grupo dos praticantes o IMC apresentou uma correlação mais fraca. Conclusões: A prática de exercício físico parece contribuir para um menor risco cardiovascular avaliado pelo IC, tendo este apresentado boa correlação com os demais indicadores antropométricos analisados.


Keywords


Antropometria, Avaliação nutricional, Doenças cardiovasculares

References


ALMEIDA, R. T.; ALMEIDA, M. M. G.; ARAÚJO, T. M. Obesidade abdominal e risco cardiovascular: desempenho de indicadores antropométricos em mulheres. Arq Bras Cardiol, 2009; 92 (5): 375-380.

ASHWELL, M.; COLE, T. J.; DIXON, A. K. Ratio of waist circumference to height is Strong predictor of intra-abdominal fat. BMJ, 1996; 313 (7056): 559-560.

CHAGAS, P. et al. Associação de diferentes medidas e índices antropométricos com a carga aterosclerótica coronariana. Arq Bras Cardiol, 2011; 97 (5): 397-401.

CHAN, D. C. et al. Waist circumference, waist-to-hip ratio and body mass index as predictor of adipose tissue compartments in men. Q J Med, 2003; 96: 441-447.

GLASNER, M. F. Índice de massa corporal como indicativo da gordura corporal comprado às dobras cutâneas. Rev Bras Med Esporte, 2005; 11 (4): 243-246.

GONÇALVES, M.P.; ALCHIERRI, J. C. Motivação a prática de atividades físicas: um estudo com praticantes não atletas. Psico-USF, 2010; 15 (1): 124-134.

GOSH, A. et al. Association of food patterns, central obesity measure and metabolic risk factors for coronary heart disease (CHD) in middle age Bengalee Hindu men, Calcutta, India. Asia Pac Clin Nutr, 2003; 12 (2): 166-171.

HAUN, D. R, PITANGA, F. J. G, LESSA, I. Razão cintura/estatura comparado a outros indicadores antropométricos de obesidade como preditor de risco coronariano elevado. Rev Assoc Med Bras, 2009; 55 (6): 705-711.

HEINISCH, R. H.; ZUKOWSKI, C. N.; HEINISCH, L. M. M. Fatores de risco cardiovascular em acadêmicos de medicina. Arquivos Catarinenses de Medicina, 2007; 36 (1): 76-84.

HO, S.Y.; LAM, T. H.; JANUS, E. D. Waist to stature ratio is more strongly associated with cardiovascular risk factors than other simple anthropometric indices. Ann Epidemiol, 2003; 13 (10): 683-691.

HSIEH, S. D.; MUTO, T. The superiority of waist-to-height ratio as an anthropometric index to evaluate clustering of coronary risk factors among non-obese men and women. Prev Med, 2005; 40 (2): 2016-20.

JARDIM, P. C. B. V. et al. Hipertensão arterial e alguns fatores de risco em uma capital brasileira. Arq Bras Cardiol, 2007; 88 (4): 452-457.

MARTINS, I. S.; MARINHO, S. P. O potencial diagnóstico dos indicadores da obesidade centralizada. Rev Saúde Pública, 2003; 37 (6): 760-767.

MOREIRA, T. M. M.; GOMES, E. B.; SANTOS, J. C. Fatores de risco cardiovascular em adultos jovens com hipertensão arterial e/ou diabetes mellitus. Rev Gaúcha Enferm, 2010; 31 (4): 662-669.

OLIVEIRA, M. A. M. et al. Relação de indicadores antropométricos com fatores de risco para doenças cardiovasculares. Arq Bras Cardiol, 2010; 99 (4): 478-485.

PITANGA, F. J. G, LESSA, I. Associação entre indicadores antropométricos de obesidade e risco coronariano em adultos na cidade de Salvador, Bahia, Brasil. Rev Bras Epidemiol, 2007; 10 (2): 239-248.

PITANGA, F. J. G.; LESSA, I. Indicadores antropométricos de obesidade como instrumento de triagem para risco coronariano elevado em adultos na cidade de Salvador – Bahia. Arq Bras Cardiol, 2005; 85 (1): 26-31.

REZENDE, F. A. C. et al. Índice de massa corporal e circunferência abdominal: associação com fatores de risco cardiovascular. Arq Bras Cardiol, 2006; 87 (6): 728-734.

RIQUE, A. B. R.; SOARES, E. A.; MEIRELLES, C. M. Nutrição e exercício na prevenção e controle das doenças cardiovasculares. Rev Bras Med Esporte, 2002; 8 (6): 244-254.

SCHNEIDER, H. J. et al. Accuracy of anthropometric indicators of obesity to predict cardiovascular risk. J Clin Endocrinol Metab, 2007; 92 (2): 589-594.

SEIDELL, J. C. et al. Waist ant hip circumferences have independent and opposite effects on cardiovascular disease risk factors: the Quebec Family study. Am J Clin Nutr, 2001; 74 (3): 315-321.

SIMÕES, S. K. S. et al, Índice de conicidade como indicador de risco cardiovascular em indivíduos ovolactovegetarianos e onívoros. Rev Bras Nutr Clin, 2014; 29 (3): 198-202.

SIQUEIRA, A. S. E.; SIQUEIRA-FILHO, A. G.; LAND, M. G. P. Análise do impacto econômico das doenças cardiovasculares nos últimos cinco anos no Brasil. Arq Bras Cardiol, 2017;109 (1): 39-46.

SNIJDER, M. B. et al. What aspecto f body fat are particularly hazardous and how do we measure them?. Int J Epidemiol, 2006; 35 (1): 83-92.

VALDEZ, R. A simple model-based index of abdominal adiposity. J Clin Epidemiol, 1991; 44 (9): 955-956.

VENKATRAMANA, P.; REDDY, P. C. Association of overall and abdominal obesity with coronary heart disease risk factors: comparison between urban and rural Indian men. Asia Pac J Clin Nutr, 2002; 11 (1): 66-71.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. (WHO). Global status report on noncommunicable disease 2014. Geneva; 2014.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Obesity: preventing and managing the global epidemic of obesity: reporto of a WHO consultation on obesity. Geneva: WHO; 1997. 98p.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Obesity: preventing and managing the global epidemic of obesity: report of a WHO consultation on obesity. Geneva: WHO; 2000. 272p.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Obesity: preventing and managing the global epidemic of obesity: report of a WHO consultation on obesity. Geneva: WHO; 1998. 276p.




DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n3-285

Refbacks

  • There are currently no refbacks.