Variabilidade espacial de clones de Eucalipto em função do preparo de solo e adubações / Spatial variability of Eucalyptus clones in the function of soil tillage and fertilization

Ítalo Lima Nunes, Elton Da Silva Leite, Roneíse De Jesus Lima, Luciano José Minette, Stanley Schettino, Amaury Paulo De Souza

Abstract


Para estimar a produtividade de povoamentos florestais pode ser empregada a geoestatística com a finalidade de descrever o padrão da variabilidade espacial, que permite observar e explicar os locais de maior produtividade. E necessário definir a variabilidade pois permite aplicar manejos específicos para cada área, devido à falta de informações acerca da variabilidade do preparo de solo e adubação em eucalipto faz-se necessário estudos dessa natureza. Objetivou-se avaliar a variabilidade espacial de clones de eucalipto em função do preparo de solo e adubações. As variáveis foram altura, diâmetro e volume de madeira de plantios homogêneos aos 36 e 48 meses de idade e implantados em quatro tipos de preparo de solo, duas adubações e dois materiais genéticos. Para as análises das distribuições espaciais e semivariogramas, foi utilizado o software GS+. O índice de dependência espacial foi definido a partir dos parâmetros baseado no tamanho relativo do efeito pepita e patamar. Sendo; dependência espacial forte ≤ 25%; dependência espacial moderada entre 26% e 74% e dependência espacial fraca quando ≥ 75%. Os materiais genéticos apresentaram diferenças e as adubações não diferiram. O índice de dependência espacial foi moderado. O preparo convencional e subsolagem obtiveram os melhores resultados no crescimento do eucalipto. Para o diâmetro, o plantio direto apresentou maior desenvolvimento aos 36 meses e o convencional aos 48 meses. Para análise espacial o modelo exponencial apresentou os melhores valores geoestatísticos, o alcance foi maior do que a menor distância entre os pontos, evidenciando dependência espacial, os índices de dependência espacial foram classificados como moderados e os mapas apresentaram alta variabilidade espacial


Keywords


Povoamento florestal; geoestatística; krigagem

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n3-192

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