Qualidade microbiológica de polpas de açaí comercializadas em um estado do nordeste brasileiro / Microbiological quality of açaí pulps marketed in a state of northeastern Brazil

Jéssica Keilane da Silva Andrade, Maria das Graças Quaresma Lima Ferreira, Emyle Horrana Serafim de Oliveira, Eliakim Aureliano da Silva, Helber Alves Negreiros, Gleyson Moura dos Santos, Nara Vanessa dos Anjos Barros, Regina Márcia Soares Cavalcante, Joyce Maria de Sousa Oliveira, Maiara Jaianne Bezerra Leal Rios, Crislane de Moura Costa, Marilene Magalhães de Brito, Paulo Víctor de Lima Sousa

Abstract


RESUMO

 

Tendo em vista o elevado consumo de polpas de fruta de açaí, aliados à sua alta perecibilidade, faz-se necessário o constante controle dos padrões de qualidade, objetivando analisar as condições higienicossanitárias na qual o produto foi submetido e os riscos que este pode oferece a saúde do consumidor. O presente trabalho objetivou avaliar a qualidade microbiológica de polpas de açaí comercializadas em redes de supermercados da cidade Teresina-PI. As amostras de polpas de açaí foram obtidas em supermercados localizados na cidade de Teresina-PI. Após a aquisição, as amostras foram acondicionadas em sacos de polietileno e encaminhadas para o laboratório de Microbiologia de Alimentos da Universidade Federal do Piauí, Campos Senador Helvídio Nunes de Barros, Picos, Piauí. Realizaram-se análises microbiológicas para a determinação de presença ou ausência de Salmonela spp, coliformes totais e termotolerantes. Os resultados obtidos foram comparados com os padrões microbiológicos determinados pela legislação e observou-se a ausência de Salmonella spp., de coliformes totais e termotolerantes em todas amostras de polpas de açaí, estando em conformidade com a RDC, sendo consideradas apropriadas para o consumo humano. Portanto, concluiu-se que se faz necessário a avaliação contínua da presença de microrganismos que possam acarretar riscos à saúde do consumidor, bem como a garantia do controle higienicossanitárias, bem como adoção de medidas preventivas eficientes que promova a redução desta contaminação.

 

 


Keywords


Polpa de Frutas, Açaí, Salmonella spp.

References


Alexandre, D., Cunha, R. L. & Hubinger, M. D. (2004). Conservação do açaí pela Tecnologia de obstáculos. Ciência e Tecnologia de Alimentos, 24, (1), 114-119.

Almico, J. D., Ferreira, I. M., Ramos, G. D., Silva, A. M. O. & Carvalho, M. G. (2018). Avaliação da qualidade microbiológica, físico-química e química de polpas de açaí (Euterpe oleracea Mart.) pasteurizadas congeladas comercializadas em Aracaju-SE. Revista Brasileira de Higiene e Sanidade Animal, 12, (2), 156- 168.

American Public Health Association. (2001). Committee on Microbiological for Foods. Compendium of methods for the microbiological examination of foods. 4th ed. Washington: Alpha.

Barcelos, I. R., Valliatti, T. B., Almeida, F. K. V., Prazeres, P. F. L., Calegari, G. M., Silva, W. M. C., Sobral, F. O. L. & Romão, N. F. (2017). Qualidade microbiológica de polpas de açaí comercializadas no município de Ji-Paraná, Rondônia. Uniciências, 21, (1), 21-24.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária. (2001). Resolução RDC 12 de 02 de janeiro de 2001. Regulamento técnico sobre padrões microbiológicos para alimentos. Diário Oficial da União, Brasília-DF.

Bobbio, F. O., Druzian, J. I., Abrão, P. A., Bobbio, P. A. & Fadelli, S. (2000). Identificação e quantificação das antocianinas do fruto do açaizeiro (Euterpe oleracea) Mart. Ciência e Tecnologia de Alimentos, 20, (3), 388-390.

Castro, R. W., Borges, G. S. C., Gonzaga, L. V. & Ribeiro, D. H. B. (2016). Qualidade do preparado para bebida obtido a partir de polpa de juçara submetida ao tratamento térmico. Brazilian Journal Food Technology, 1, (19).

Cohen, K. O, Matta, V. M, Furtado, A. A. L., Medeiros, N. L. & Chisté, R.C. (2011). Contaminantes microbiológicos em polpas de açaí comercializadas na cidade de Belém-PA. Revista Brasileira de Tecnologia Agroindustrial, 5, (2), 524-530.

Costa, D. O., Cardoso, G. R. & Silva, G. M. V. (2013). A evolução do setor produtivo e comercialização de polpa de fruta no brejo paraibano: estudo de caso na coaprodes. In: XXXIII Encontro Nacional de Engenharia de Produção. Enegep.

Dantas, L. R., Rocha, A. P. T., Araújo, A.S., Rodrigues, M. S. A.; Maranhão, T. K. L. (2012). Qualidade microbiológica de polpa de frutas comercializadas na cidade de Campina Grande, PB. Revista Brasileira de Produtos Agroindustriais, 14, (2), 125-130.

Eto, D.K., Kano, A. M., Borges, M. T. M. R., Brugnaro, C., Ceccato-Antonini, S. R. & Verruma-Bernardi, M. R. (2010). Qualidade Microbiológica e físico-química da polpa e mix de açaí armazenada sob congelamento. Revista do Instituto Adolfo Lutz, 69, (3), 304-10.

Faria, M., Oliveira, B. D. & Costa, F. E. C. (2012). Determinação da qualidade de polpas de açaí congeladas comercializadas na cidade de Pouso Alegre–MG. Revista de Alimentos e Nutrição, 3, (2), 243-249.

Feitosa R.C., Sousa A.C.P., Teixeira, S. A. & Medeiros S.R.A. (2017). Avaliação da rotulagem e da qualidade microbiológica e físico-quimica de polpas de frutas comercializadas em Picos-PI. Revista Intertox de Toxicologia, Risco Ambiental e Sociedade, 10, (2), 62-72.

Ferreira R. T. B., Branquinho M. R. & Leite P.C. (2014). Transmissão oral da doença de Chagas pelo consumo de açaí: um desafio para a vigilância sanitária. Revista Visa em Debate, 2, (4), 4-11.

Fregonesi, B. M., Yokosawa, C. E., Okada, I. A., Massafera, G., Braga-Costa, T. M. & Prado, S. P. T. (2010). Polpa de açaí congelada: características nutricionais, fisioquímicas, microscópicas e avaliação da rotulagem. Revista do Instituto Adolfo Lutz, 69, (3), 387-395.

Freitas, B., Bento, F.S., Santos, F. Q., Figueiredo, M., América, P. & Marçal, P. (2015). Características físico-químicas, bromatológicas, microbiológicas e microscópicas de polpas de açaí (Euterpe oleraceae) congeladas do tipo b. Journal of Applied Pharmaceutical Sciences-JAPHAC, 2, (2), 2-13.

Marinho, O. S. C., Moura, A. R. N., Rabelo, H. P. S. M., Silva, G. M. & Furtado, J. G, C. (2018). Condições microbiológicas de polpas congeladas de açaí comercializadas em mercados públicos de São Luís - MA. Journal of. Health Connections, 2, (1), 44-59.

Menezes, S. E., Torres, A. T. & Srur, A. U. S. (2008). Valor nutricional da polpa de açaí (Euterpe Oleracea Mart). Revista Acta Amazonica, 38, (2), 311-316.

Nascimento, R. J. S., Couri, S., Antoniassi, R. & Freitas, S. P. (2008). Composição em ácidos graxos do óleo da polpa de açaí extraído com enzimas e com hexano. Revista Brasileira de Fruticultura, 30, (2), 498-502.

Nonato, S. G. N., Medeiros, S. R. A., Oliveira, A. M. C., Sousa, P, A, B., Sousa, A. C. P. & Oliveira, E. S. (2014). Avaliação das condições higiênico-sanitárias de indústrias processadoras de açaí de Imperatriz-MA. Revista Intertox de Tecnologia, Risco Ambiental e Sociedade, 7, (3), 114-123.

Oliveira, E. N. A. & Santos, D. C. (2011). Processamento e avaliação da qualidade de licor de açaí (Euterpe oleracea Mart.). Revista do Instituto Adolfo Lutz, 4, (7), 534-41.

Portinho, J. A., Zimmermann, L. M. & Bruck, M. R. (2012). Efeitos benéficos do açaí. International Journal of Nutrology, 5, (1), 15-20.

Ribeiro, A. R., Kellermann, A., Santos, L. R., Bessa, M. C. & Nascimento, V. P. (2007). Salmonella spp. in raw broiler parts: occurence, antimicrobial resistance, profile and phage typing of Salmonella Enteritidis isolates. Brazilian Journal of Microbiology, 38, (2), 296-299.

Santos, B. A et al. (2016). Análise microbiológica de polpas de açaí comercializadas na cidade de São Paulo. Revista Brasileira de Análises Clínicas, 48, (1), 53-7.

Santos, F. N. & Romão, N. F. (2017). Avaliação microbiológica e parasitológica de polpas de açaí comercializadas na cidade de Ji-Paraná – RO. SaBios – Revista de Saúde e Biologia, 12, (2), 27-32.

Shu-Kee, E. et al. (2015). Salmonella: A review on pathogenesis, epidemiology and antibiotic resistance. Frontiers in Life Science, 8, (3), 284-293.

Vasconcelos M. A. M., Galvão R. R., Carvalho A. V. & Nascimento V. (2006). Práticas de Colheita e Manuseio do Açaí. 1ª ed. Belém, PA: Embrapa Amazônia Oriental, 25.




DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n3-182

Refbacks

  • There are currently no refbacks.