Biomassa seca da diatomácea chaetoceros gracilis em Diferentes salinidades visando a produção de biodiesel / Dry biomass of diatomacea chaetoceros gracilis in Different salinities aiming biodiesel production

Dilliani Naiane Mascena Lopes, Calebi de Assis Silva Viana, Péricles Jarbas de Lima Pereira, Maria da Conceição Oliveira Freitas, Ana Luzia Assunção Cláudio de Araújo, Rafael Lustosa Maciel, Glacio Souza Araujo, José William Alves da Silva

Abstract


O objetivo deste trabalho foi avaliar a influência da salinidade no desempenho, em número de células e absorbância, e o rendimento de biomassa seca da diatomácea Chaetoceros gracilis, em condições controladas de temperatura e luminosidade, visando a produção de biodiesel. A microalga foi cultivada no Laboratório (LABPAV) do IFCE, Campus Aracati- CE, partindo de uma cepa obtida de uma fazenda comercial no referido município, que foi mantida em câmara de germinação a 22 ± 2 °C, em tubos de ensaio (16 h de claro e 8 h de escuro). O meio de cultura usado no experimento foi o Guillard f/2. O cultivo das microalgas partiu de um volume de 20 mL, no qual, a cada dois dias foi acrescentado mesmo volume de meio de cultura. Finalmente, 700 mL de cada cultura foram transferidos para um recipiente com volume de cinco litros, contendo quatro litros de meio de cultivo em diferentes salinidades (volume final de cada repetição 4.700 mL) submetida a iluminação constante (lâmpadas de 40 w a 5.000 lux) e temperatura da sala de 30 ± 1 ºC. Os cultivos foram realizados com volume constante, por um período de doze dias em triplicata em seis diferentes salinidades (30; 25; 20; 15; 10 e 5). O meio de cultura e vidrarias foram esterilizados. No início e a cada dois dias foi determinada a densidade óptica (DO 700nm) utilizando um espectrofotômetro UV/VIS e o crescimento celular através da contagem das células (cels. mL-1  câmara de Newbauer). Para separar as microalgas do meio de cultura foi utilizada a técnica de floculação química, através da adição de uma solução de NaOH 2N. O sobrenadante contendo o meio de cultivo foi sifonado e a biomassa algal úmida, foi submetida a várias lavagens com água doce para reitrada do sal e seca em estufa com renovação de ar a 60 ºC por um período de 48 horas, pesada em balança semi- analítica para a determinação do rendimento de biomassa seca e extração do óleo. Verificamos que o melhor desempenho das culturas ocorreu na salinidade 10, atingindo uma absorbância e número de células de 0,2999±0,008 nm e 70±4 x 106 cels. mL-1, respectivamente, superior a 5 e 15 (0,287±0,001 nm e 66±3 x 106 cels. mL-1; e 0,225±0,009 nm e 56±5 x 106 cels. mL-1). Similarmente, o melhor rendimento de biomassa seca também ocorreu na salinidade 10 (6,040±0,12 g), superior a 15 e 25 (5,325±0,11 e 5,110±0,10 g). Pode-se concluir que o melhor desempenho e rendimento de biomassa seca da diatomácea Chaetoceros gracilis ocorreu na salinidade 10.


Keywords


Microalgas, Fitoplâncton, BIocombustível.

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n2-028

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