Jovens, lutas por terra e permanência no campo / Young people, struggle for land and permanency in the countryside

Elemar do Nascimento Cezimbra, Inês Terezinha Pastório, Leonardo Pereira Xavier

Abstract


Este relato considera a importância da juventude, filhos de assentados, nas lutas sociais e políticas de ocupação de terras organizadas pelo MST. Será visto o caso da ocupação Herdeiros da Luta Primeiro de Maio na Araupel, Rio Bonito do Iguaçu, PR, que começou com mais de 1500 famílias em 2014. Nesse município já estão assentadas 1600 famílias desde 1997. A partir dos cadastros que o MST realiza constatou-se a presença de mais de 600 jovens filhos de assentados da região. Parte já tinha buscado emprego nas cidades, mas retornam devido ao desemprego e baixos salários, enquanto a renda mensal média dos assentados varia de 3 a 5 salários mínimos. Essa juventude retorna para o campo e envolve-se nas lutas de ocupação e mobilizações. O MST aposta na juventude como propulsora e dinamizadora das lutas e possibilita sua participação social e política. As constatações primárias vivenciadas nas diferentes esferas do MST demonstram o papel importante da juventude na luta da reforma agrária.


Keywords


Juventude; MST; participação; ocupação; reforma agrária

References


Advocacia Geral da União. Confecção da Cadeia Dominial. Quedas do Iguaçu PR: processo administrativo n.54200.001292/2015 – 65. 2015.

Cartilha Programa Agrário do MST- Lutar, Construir Reforma Agrária Popular. VI Congresso Nacional do MST. Brasília - DF, 2014.

CASTRO, A. M. G. et al. Juventude Rural, agricultura familiar e políticas de acesso à terra no Brasil. Brasília, Ministério do Desenvolvimento Agrário, 2103.

CEZIMBRA, E. N. Desenvolvimento Socioambiental do Assentamento Oito de Junho. 112 f. Programa de Pós-Graduação Desenvolvimento Regional e sustentabilidade da Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Pato Branco, 2013.

COCA, E. L. F. Um estudo da diversidade e atualidade da reforma agrária: análise dos tipos de assentamentos do Território Cantuquiriguaçu. 2011. 231 f. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Ciências e Tecnologia, 2011.

COSTA, F. L. M. Dinâmica socioeconômica e a juventude do assentamento Florestan Fernandes. Londrina, 2010. Dissertação (Mestrado em Agronomia),Universidade de Londrina, Centro de Ciências agrárias, Programa de Pós- Graduação em Agronomia, 2010.

DAL MORO, M. Reforma Agrária e a Luta do MST: uma Alternativa de Inclusão? Dissertação (Doutorado em Serviço Social). UFRJ. Rio de Janeiro. 2002.

JANATA, N. E. “Juventude que ousa lutar!”: trabalho, educação e militância de jovens assentados do MST. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Federal de Santa Catarina, Santa Catarina, 2012.

LEITE, S.; MEDEIROS, L. S. A Reforma Agrária e a Luta do MST. Petrópolis: Vozes, 1998.

LEITE, S. P. et. al. Impacto dos Assentamentos: um estudo sobre o meio rural brasileiro. Brasília: IICA: NEAD, São Paulo: Unesp, 2004.

LÖWY, M. A Teoria da Revolução no Jovem Marx. Petrópolis, RJ. : Vozes, 2002.

MARTINS, José de Souza. Os Camponeses e a Política no Brasil. Petrópolis : Vozes, 1986.

MEDEIROS, L. S.; LEITE, S., org. A Formação dos assentamentos rurais no Brasil: processos sociais e políticas públicas. Porto Alegre/Rio de Janeiro : Ed Universidade?UFRGS/CPDA, 1999.

PIRES, A. J. Assentamentos de Sem Terras em Guarapuava: Histórico e Cotidiano. 149 f. Mestrado em História Universidade Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, São Paulo. 1996.

SAUER, S. Terra e Modernidade: a reinvenção do campo brasileiro. São Paulo: Expressão Popular, 2010.

SPAROVEK, G. A Qualidade dos Assentamentos da Reforma Agrária Brasileira. Projeto de Cooperação Técnica MDA/FAO. FAO. Brasília/DF, 2003.

STÉDILE, J. P; FERNANDES, B. M. Brava Gente: A trajetória do MST e a luta pela terra no Brasil. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2005.

ROOS, D. Da Fazenda Araupel ao assentamento Celso Furtado: Disputas Territoriais entre Campesinato e Agronegócio em Quedas do Iguaçu -PR. VIII Semana Acadêmica e VIII Expedição Geográfica e: ensino, práticas e formação em Geografia, 04 a 06 de setembro de 2013.

TURATTI, M. C. M. Acampamento do MST, uma discussão crítica sobre sociabilidade e poder. Paper apresentado no GT14, “Processos e movimentos sociais no campo”, integrante da programação do XXIII Encontro Anual da ANPOCS, Caxambu, MG, outubro de 1999.

WEISHEIMER, N. Juventudes rurais: mapa de estudos recentes. Brasília: Ministério do Desenvolvimento Agrário, 2005.


Refbacks

  • There are currently no refbacks.