Cuidados paliativos aos pacientes terminais: percepções da equipe de enfermagem no atendimento intra-hospitalar / Palliative care for terminal patients: perceptions of the nursing team for intra-hospital care

Wellington Pereira Rodrigues, Fabio Luiz Oliveira de Carvalho, Francielly Vieira Fraga, Patrícia Silva do Nascimento Santiago, Maria Estela Santos Nascimento

Abstract


Introdução: A qualidade do atendimento intra-hospitalar ao paciente terminal depende da aplicação da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) como método científico, o que se torna padrão-ouro entre equipes interdisciplinares e multidisciplinares. Neste sentido, é fundamental que a equipe de enfermagem participe de programas de treinamentos contínuos e adote protocolos institucionais baseados nas recomendações do Ministério da Saúde a fim de prestar uma assistência segura e eficaz. Objetivo: Este estudo tem como objetivo principal identificar as principais dificuldades encontradas pela equipe de enfermagem na prestação da assistência intra-hospitalar integral ao paciente com doença terminal no município de Paripiranga/BA. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa com Seres Humanos do Centro Universitário UniAges, sob parecer nº 087-2016. Método: Trata-se de um estudo descritivo, transversal, de campo, com abordagem quantitativa, realizado no Hospital Municipal Ismael Trindade – Paripiranga/BA. Todos os 13 profissionais que atuavam no setor de urgência e emergência participaram do estudo, (5; 38,5%) enfermeiros e (8;61,5%) técnicos de enfermagem. Resultados: Observa-se que a maioria da população é composta por mulheres (N=9; 68,2%), na faixa etária de 20 a 30 anos (N=10; 76,9%), com média de 24,4 (dp±2,9) e casadas (N=11;84,6%). O período de 5 anos de trabalho, apenas (N=6; 46,1%) receberam treinamento sobre assistência intra-hospitalar ao paciente portador de doença terminal, dos quais obtiveram por meio de recursos próprios. A maioria (N=12; 92,3%) apontou o protocolo institucional de atendimento intra-hospitalar como desatualizado e limitante da assistência. Também foram mencionadas outras dificuldades, tais como estresse profissional e deficiência no quesito segurança psicológica. Todos os participantes apontaram a ausência de regulação na rede de assistência, a falta de materiais de consumo e permanente, dificuldades de transporte de paciente para outros municípios e dimensionamento de pessoal reduzido. Conclusão: Torna-se necessário manter a capacitação destes profissionais, dar suporte básico para a realização da assistência sistematizada e segura ao paciente terminal. Os fatores relacionados à gestão do atendimento precisam ser revistos para prevenir iatrogenias e aumento da mortalidade por falta de dimensionamento de pessoal e de materiais.


Keywords


Assistência em Enfermagem, Atendimento intra-hospitalar, Cuidados Paliativos.

References


ALVES, V. S et al. A Enfermagem Frente à Dor Oncológica. Revista Brasileira de Cancerologia 2011; 57(2):199-206.

ARAÚJO, M. M. T; SILVA, M. J. P; A comunicação com o paciente em cuidados paliativos: valorizando a alegria e o otimismo. Rev. Esc. Enferm USP. 41(4):668-74, 2017.

BRASIL. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Comissão Nacional de Ética em Pesquisa. Resolução Nº 466 de 12 de dezembro de 2012. Brasília (DF): MS; 2012.

FONSECA, S. M.; PEREIRA, S.R. Enfermagem em Oncologia. São Paulo: Atheneu, 2014.

FREITAS, N. O; PEREIRA, M. V. G. Percepção dos enfermeiros sobre cuidados paliativos e o manejo da dor na UTI. O Mundo da Saúde, São Paulo - 2013;37(4):450-457.

HERMES, H. R; LAMARCA, I. C. A. Cuidados paliativos: uma abordagem a partir das categorias profissionais de saúde. Escola Nacional de Saúde Pública, Fiocruz. 2013.

OLIVEIRA, P. M; TRINDADE L. C. T. Manejo da dor no paciente com doença oncológica: orientações ao médico residente. Rev. Med. Res., Curitiba, 2013; 15(4):298-304, out./dez.

PESSINI, L. Cuidados paliativos: alguns aspectos conceituais, biográficos e éticos. Prática Hospitalar. 2005 Set-Out; 8(41):107-12.

PIMENTA, C. A. M; TEIXEIRA, M. J. Questionário de dor Mc¬Gill: proposta de adaptação para a língua portuguesa. Rev Esc Enfermagem 1996;30(3):473-83.

ROCHA et al., O Alívio da dor Oncológica. Estratégias contadas por adolescentes com câncer. Texto Contexto Enferm, Florianópolis, 2015 Jan-Mar; 24(1): 96-104.

SALAMONDE, G. L. F; VERÇOSA, N; BARRUCAND, L et al. Análise clínica e terapêutica dos pacientes oncológicos atendidos no programa de dor e cuidados paliativos do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho no Ano de 2003. Rev Bras Anestesiol 2016;56(6):602-18.

SILVA, T et al. Avaliação da dor em pacientes oncológicos. Rev. Enferm. UERJ, Rio de Janeiro, 2011 jul/set; 19(3):359-63.

TAVOLI, A; MONTAZERI, A; ROSHAN, R et al. Depression and quality of life in cancer patients with and without pain: the role of pain beliefs. BMC Cancer 2008;8:177.


Refbacks

  • There are currently no refbacks.