Conhecimento, atitude e prática de enfermeiros obstetras e obstetrizes sobre a realização da episiotomia / Knowledge, attitude and practice of nurse obstetricians and midwives about episiotomy conduct

Chayene Aguiar Rocha, Flávia Maria Westphal, Rosely Erlach Goldman

Abstract


Introdução: A discussão sobre a episiotomia é urgente, quando a prática humanizada do atendimento ao parto e nascimento ganham maiores proporções. Objetivos: Determinar conhecimento, atitude e prática dos enfermeiros obstetras/obstetrizes em relação à episiotomia, apontando suas indicações. Método: Estudo descritivo de corte transversal, realizado em três centros de parto normal no município de São Paulo. Os dados foram coletados por meio de um questionário eletrônico autoaplicável com 23 profissionais, de ambos os sexos, sem restrição de idade, que respondiam pela assistência realizada no local, com experiência profissional mínima de seis meses, no período de janeiro a março de 2017. Resultados: evidenciou-se que as participantes relataram conhecimento “muito bom” em relação a episiotomia e indicam a realização na existência de feto macrossômico, em iminência de rotura perineal, na presença de mecônio, na distócia de ombro, na primariedade e prematuridade. No entanto, os achados apontam a existência de desafios no conhecimento que necessitam ser superados. Conclusão: Esse estudo revela a necessidade entre profissionais de uma busca por atualização do conhecimento em episiotomia.

 


Keywords


Episiotomia; Obstetrícia; Enfermagem obstétrica; Parto humanizado; Períneo

References


Guimarães NNA, Silva LSR, Matos DP, Douberin CA. Análise De Fatores Associados À Prática Da Episiotomia. Rev enferm UFPE on line, Recife, 12(4):1046-53, abr., 2018. [Acessado: 24/05/2018] Disponível em: file:///C:/Users/chaye/Downloads/231010-110430-1-PB.pdf

Ministério da Saúde, Universidade Estadual do Ceará. Caderno HumanizaSUS. Humanização do parto e do nascimento. Brasília(DF): Ministério da Saúde; 2014. [Acessado: 06/03/2018] Disponívelem:http://www.redehumanizasus.net/sites/default/files/caderno_humanizasus_v4_humanizacao_parto.pdf.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde. Diretrizes nacionais de assistência ao parto normal: versão resumida. 2017. [Acessado em: 06/03/2018]. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_nacionais_assistencia_parto_normal.pdf.

Vargens OMC, Silva ACV, Progiant JM. Contribuição de enfermeiras obstétricas para consolidação do parto humanizado em maternidades no Rio de Janeiro-Brasil. Esc Anna Nery, 21(1), 2017. [Acessado: 06/03/2018] Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ean/v21n1/1414-8145-ean-21-01-e20170015.pdf

Marinhoa LAB , Gurgela MSC, Cecattia JG, Osisb MJD. Conhecimento, atitude e prática do autoexame das mamas em centros de saúde. Ver. Saúde Pública, v.37, n.5, p. 576-82, 2003. [Acessado: 06/03/2018] Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034-89102003000500005&script=sci_abstract&tlng=pt

Jiang H, Qian X, Carroli G, Garner P. Selective versus routine use of episiotomy for vaginal birth. Cochrane Database of Systematic Reviews 2017, Issue 2. Art. No.: CD000081.

Organização Mundial da Saúde (OMS). Maternidade segura – Assistência ao parto normal: um guia prático. Genebra: OMS; 1996.

Melo I, Katz L, Coutinho I, Amorim MM. Selective episiotomy vs. implementation of a non episiotomy protocol: a randomized clinical trial. Reproductive Health, 2014. [Acessado em: 06/03/2018] Diponível em: http://reproductive-health-journal.biomedcentral.com/articles/10.1186/1742-4755-11-66

Santos MOF. Cuidar no parto: prática de episiotomia. Mestrado em Enfermagem Saúde Materna, Obstetrícia e Ginecologia. Instituto Politécnico de Viseu – Escola Superior de Saúde de Viseu, 2015. [Acessado: 06/03/2018] Disponível em: https://repositorio.ipv.pt/bitstream/10400.19/3246/1/MariaOn%C3%A9liaFigueiraSantos%20DM.pdf

Frigo J, Cagol G, Zocche DA, Zanotelli SS, Rodrigues RM, Ascari RA. Episiotomia: (des)conhecimento sobre o procedimento sob a ótica da mulher. Brazilian Journal of Surgery and Clinical Research – BJSCR. Vol.6,n.2,pp.05-10, 2014. [Acessado: 06/03/2018] Disponível em: http://www.mastereditora.com.br/periodico/20140403_2003162.pdf

Moura LBA, Prito LNT, Gerk MAS.A episiotomia de rotina é uma prática baseada em evidência? Ver. Cuidarte Enfermagem, n.22, e.2, 2017. [Acessado: 24/05/2018] Disponível em: http://www.webfipa.net/facfipa/ner/sumarios/cuidarte/2017v2/269.pdf

Meseguern CB, García CC, Pedro MM, Jordana MC, Roche MEM. Episiotomia e sua relação com diferentes variáveis cínicas que influenciam sua realização. Rev. Latino-Am. Enfermagem, n.24, e.27932016, 2016. [Acessado: 06/03/2018] Disponível em: https://www.revistas.usp.br/rlae/article/view/115584/113177.

Leal M C, Pereira A P E, Domingues R M S M, Theme Filha M M, Dias M A B, Pereira M N, et al. Intervenções obstétricas durante o trabalho de parto e parto em mulheres brasileiras de risco habitual. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v.30, p.17-47, 2014.

Gutiérrez C, Natalia L. Episiotomía en pacientes primigestas del Hospital Provincial General Latacunga. Repositorio Institucional Uniandes, 2015. [Acessado: 06/03/2018] Disponível em: http://dspace.uniandes.edu.ec/handle/123456789/4020

Francisco AA, Kinjo MH, Bosco CS, Silva RL, Mendes EPB, Oliveira SMJV. Associação entre trauma perineal e dor em primíparas. Rev. esc. enferm. USP vol.48 no.spe São Paulo Aug. 2014. [Acessado:06/03/2018]Disponívelem:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0080-62342014000700039&lng=en&nrm=iso&tlng=pt


Refbacks

  • There are currently no refbacks.