Estudo epidemiológico dos procedimentos cirúrgicos para fechamento de fístula anal no estado de Goiás de 2010 a 2018/ Epidemiological study of surgical procedures for closing anal fistula in the state of Goiás from 2010 to 2018

Joyce Karolyny Lopes de Souza, Ana Flávia Resende Romanielo, Júlia Carvalho Garcia de Assis, Lara Dias Castro Cavalcante, Johnatan Michael Fernandes de Souza, Natália Cristina Alves, Tayla Figueiredo Lacerda, VivianaCristina de Souza Carvalho

Abstract


A fístula retal comunica a região interna do canal anal até a pele da região externa do períneo ou nádegas, é caracterizada por drenagem purulenta ou dor. O tratamento dessa condição é cirúrgico, o qual pode resultar em recorrência ou comprometimento da continência. As técnicas mais empregadas, até então, são a fistulotomia (FTO) e a fistulectomia (FEC), porém devido ao grande risco de intercorrências nesses procedimentos, novas estratégias estão sendo avaliadas gradativamente. O objetivo desse estudo é analisar as incidências de procedimentos cirúrgicos para o fechamento de fístula anal em Goiás entre 2010 e 2018. Trata-se de uma pesquisa epidemiológica descritiva, quantitativa e retrospectiva, realizado a partir dos dados disponibilizados pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde. Com esse estudo, foi possível avaliar os registros de FTO e FEC entre 2010 e 2018 no estado de Goiás (GO) totalizando 2905 casos e 77 casos de outros procedimentos cirúrgicos para o fechamento de fístula retal. Também foi executado uma análise quantitativa destes procedimentos na rede privada e pública nos anos de 2010 a 2015, a qual foi predominante em regime privado com 59% do total. Conclui-se, então, uma necessidade de amplificar a disponibilidade desses serviços em rede pública, além de investir em técnicas mais avanças para o fechamento da fístula anal, visto que a FTO e a FEC possuem uma maior probabilidade de intercorrências e ainda sim, predominam no estado de Goiás.


Keywords


fistulectomia anal, fistulotomia anal, fechamento de fístula.

References


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DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv3n1-076

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