Diferentes abordagens cirúrgicas para reconstrução de fraturas em osso frontal: relato de 04 casos/ Different surgical management for reconstruction of front bone fractures: a report of 04 cases

Felipe Seoane Matos, Lorran de Andrade Pereira, Carolina Eduvirgens Loureiro, Eduardo Francisco de Deus Borges, Carlos Vinícius Ayres Moreira, Roberto Almeida de Azevedo

Abstract


Fraturas de frontal representam um desafio na prática da Cirurgia Bucomaxilofacial. Causadas predominantemente por trauma de alta energia, tem como principais agentes etiológicos os acidentes motociclístico, desportivos e agressão física. Pode envolver apenas o seio frontal como também o complexo naso-órbito-etmoidal (NOE) e, por isso, o conhecimento anatômico é importante para determinar a gravidade do caso, tratamento a ser instituído e possíveis complicações. O tratamento aberto é indicado quando há comprometimento estético da convexidade do terço superior da face, quando há alteração na fisiologia do ducto nasofrontal e/ou quando há dano neurológico. Sendo o diagnóstico correto e uma abordagem sistemática essenciais para o sucesso do tratamento, o objetivo deste artigo é relatar quatro casos de fraturas em osso frontal, abordados de maneiras distintas, discutindo as possibilidades e indicações cirúrgicas na reconstrução óssea deste tipo de fratura. Paciente 01, vítima de acidente desportivo, apresentava afundamento em região frontal e solução de continuidade do rebordo supra-orbitário direito, foi submetido à redução e fixação com placas do sistema 1.5mm. Paciente 02, vítima de acidente desportivo, apresentava  afundamento do dorso nasal e glabela, com extensa cominuição óssea, foi submetido à reconstrução com tela de titânio. Paciente 03, vítima de agressão física, com severa perda de projeção frontal, crepitação e desvio de nasal, foi submetido à redução e fixação com placas do sistema 1.5mm e, na região de grande cominuição óssea, reconstrução com placa de titânio. Paciente 04, vítima de acidente motociclístico, foi submetido à reconstrução da deformidade utilizando polimetimetacrilato, após 06 meses do trauma que gerou fratura do frontal e NOE. Essas fraturas estão entre as lesões mais desafiadoras no trauma craniomaxilofacial. O tratamento cirúrgico precoce é importante para a redução da fratura, principalmente as NOE, e as deformações resultantes não reparadas são graves e difíceis de corrigir.


Keywords


Cirurgiões Bucomaxilofaciais. Fraturas Ósseas. Osso Frontal.

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DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv3n1-011

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