Perfil epidemiológico: notificação de leishmaniose visceral no município de Petrolina (PE) / Epidemiological profile: notification of visceral leishmaniosis in the municipality of Petrolina (PE)

Lucas da Silva Coutinho, Larissa de Sá Carvalho, Lorena Maria Souza Rosa, Maiara Leite Barberino, Natalia Matos Barbosa Amarante, Vanessa Souza Inoue, Ana Caroline dos Santos, Marcelo Domingues de Faria

Abstract


As zoonoses, enfermidades transmitidas naturalmente dos animais ao homem e vice-versa, possuem índices de mortalidade e morbidade acentuados em populações vulneráveis. O objetivo do trabalho foi avaliar o perfil epidemiológico dos casos notificados de Leishmaniose Visceral Humana (LVH) no município de Petrolina (PE) e realizar cálculo de incidência desse agravo através das projeções anuais à população. Trata-se de estudo descritivo, quantitativo e retrospectivo, utilizando dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Os resultados foram expressos por análise estatística descritiva. Entre 2007 e 2017, foram notificados 513 casos de LVH entre indivíduos de 0 e 80 anos, sendo 208 mulheres e 305 homens. 57,50% das notificações foram urbanas; a cor parda, com 68,61%. 29,62% dos casos confirmados utilizaram o critério laboratorial; o clínico-epidemiológico, totalizou 23,39%. Os campos das fichas de notificação que foram não preenchidas totalizaram 14,81%. A cura clínica ocorreu em 66,86% dos casos. Sobre o grau de escolaridade, 1,75% eram analfabetos; com a 1ª a 4ª serie incompletos e 4ª série completa, 8,77% e 1,94%, respectivamente; com ensino fundamental incompleto, 4,09%; e ensino fundamental completo, 1,16% dos casos; 1,75% e 2,33% dos casos são daqueles com ensino médio incompleto e completo, respectivamente. Entre pessoas com ensino superior completo e incompleto, ambos obtiveram 0,97% dos casos notificados. 11,11% eram de casos ignorados, os dados, não se aplica e vazio, somaram 53,99% e 11,11% respectivamente. Conclui-se que, no período de 2007 a 2017, a taxa de incidência de LVH variou entre 0,072 e 0,265 casos por mil habitantes. Os valores são mais elevados entre os anos de 2011 e 2015.

 


Keywords


Calazar, Epidemiologia, Notificação, Saúde Pública, Zoonose.

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DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv2n4-130

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