Teoria Balintiana e a relação médico-paciente / Balintian theory and the doctor-patient relationship

Guilherme Augusto Félix da Silva, Andressa Correia Lima, Raiane Costa Brandão, Victoria Mendes Pinto, Laura Inácio Teodoro

Abstract


No ano de 1950, na Inglaterra, Michael Balint, médico psicanalista e bioquímico húngaro, começou a desenvolver interesse pelas práticas grupais com a possibilidade de aplicar a psicanálise como potencial terapêutico para médicos generalistas, além de ajudar pacientes difíceis na relação interpessoal com os profissionais de saúde. Este estudo trata-se de um relato de experiência, cujo objetivo é descrever a participação de acadêmicos de medicina em reuniões Balint durante o congresso de escolas médicas (CESMED) que aconteceu em Goiânia-GO, evidenciando os benefícios gerados aos estudantes na desenvoltura da relação médico-paciente. A análise da teoria das práticas grupais de Michael Balint, bem como a sua influência na relação médico-paciente foram os alicerces para o desenvolvimento e discussão do estudo, tendo como foco primordial o propósito da modalidade grupal em favorecer uma abordagem holística do paciente. Assim, foi possível concluir que a reunião Balint além de objetivar a preservação da saúde mental do médico ou estudante de medicina, almeja abrir espaço para a análise profunda dos diversos cenários que podem ser encontrados na prática clínica e auxiliar na relação entre profissionais da saúde e pacientes difíceis.

 


Keywords


Grupo Balint; relação médico paciente; empatia; escuta ativa.

References


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DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv2n4-129

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