Fitoterápicos na odontologia, quando podemos utilizá-los? / Phytotherapy in dentistry, when can we use them?

Gabriela Bohneberger, Michele Aparecida Machado, Marcelina Mezzomo Debiasi, Acir José Dirschnabel, Grasieli de Oliveira Ramos

Abstract


A fitoterapia estuda o uso de plantas com potencial terapêutico, advinda do conhecimento popular, que é passado de geração para geração, é considerada uma alternativa ao tratamento médico e odontológico. Evidências científicas são constantemente buscadas para comprovar sua efetividade, diante disso o presente estudo teve como objetivo revisar a literatura sobre uso de fitoterápicos aloé vera, calêndula, camomila, copaíba, malva, papaína, penicilina, própolis, romã e tansagem, relacionando o uso popular com as evidências científicas na odontologia. Foram realizadas busca por artigos nas bases de dados da Scielo e Pubmed utilizando como palavras-chave: fitoterapia, plantas medicinais e odontologia, publicados entre 2005 e 2015, que foram agrupados de acordo com a planta medicinal. Todas as plantas estudadas apresentaram potencial terapêutico e aplicação na odontologia. O potencial antibacteriano foi identificado na aloé vera, calêndula, copaíba, papaína, própolis, romã e tansagem, a ação cicatrizante está presente com o uso da aloé vera, calêndula, papaína e própolis e analgésica com camomila, copaíba, malva e penicilina, além disso todas apresentaram poder anti-inflamatório. Com isso estes fitoterápicos devem ser considerados como alternativa no tratamento de afecções bucais por apresentarem propriedades que visam a melhora dos sinais e sintomas presentes na cavidade oral durante processos patológicos, com facilidade de acesso.

 


Keywords


Odontologia. Fitoterápicos. Plantas medicinais. Afecções bucais.

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DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv2n4-114

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