Efeito da quiropraxia sobre a dor e mobilidade de pacientes com espondiloartrose cervical / Effect of chiropractic on pain and mobility of patients with cervical spondyloarthrosis

Carlos Eduardo Gama, Giovanna Barros Gonçalves, Ramon Fontes David

Abstract


A espondiloartrose cervical é um tipo de artrose que causa alterações na coluna cervical, afetando as vértebras, disco intervertebral, ligamentos e nervos, provocando dor e muitas vezes pode ser incapacitante. A quiropraxia vem ganhando espaço no tratamento de muitas patologias do sistema musculo esquelético, dentre elas a espondiloartrose. Objetivo: este estudo pretendeu analisar o efeito das técnicas de quiropraxia no tratamento da dor e mobilidade da região cervical de pacientes com espondiloartrose cervical. Metodologia: Trata-se de um estudo quantitativo, desenvolvido com pacientes de ambos os sexos, independente da idade, atendidos na Clinica Doutor Fernando Mascarenhas na cidade de Juiz de Fora – MG. Foram avaliados antes e após o tratamento quiroprático com o questionário de auto avaliação de queixa cervical, a Escala Funcional de Incapacidade do Pescoço de Copenhagen (EFIPC), goniometria dos movimentos da cervical (flexão, extensão, rotação e flexão lateral) ativo e passivo e a Escala Analógica Visual. E foram ainda submetidos a 8 sessões do protocolo de quiropraxia com duração de 10 minutos duas vezes por semana durante um mês. Resultados: A amostra foi composta por 10 indivíduos de ambos os sexos, predominância para o sexo feminino (70%) sobre o sexo masculino com (30%), com idade entre 22 e 62 anos, sendo a média 39,4 anos, todos atendidos na Clinica Doutor Fernando Mascarenhas na cidade de Juiz de Fora – MG. Em relação à intensidade da sintomatologia dolorosa, antes do tratamento a média de dor era 7 e após o tratamento média 3. Antes do tratamento 10% dos participantes apresentaram Incapacidade leve, 30% Incapacidade Leve a Moderada, 30% Incapacidade Moderada e 30% Incapacidade Moderada a intensa da EFIPC. Após o tratamento 50% dos participantes apresentaram Incapacidade Mínima, 30% incapacidade leve e 20% Incapacidade Leve à Moderada. Com relação a amplitude de movimento, ouve melhora após o tratamento em todos os movimentos, sendo mais evidente naflexão da cervical ativa com aumento 15,7º, seguida pela flexão da cervical passiva com 14º e extensão de cervical ativa com 11,7º. Conclusão: A quiropraxia tem efeito positivo sobre a dor e mobilidade de pacientes com espondiloartrose cervical. Com diminuição do quadro álgico, melhora da incapacidade cervical e aumento da amplitude de movimento.


Keywords


QUIROPRAXIA; DOR; MOBILIDADE; ESPONDILOARTROSE CERVICAL.

References


BADARÓ Flávia A.; ARAÚJO Rubens C.; BEHLAU Mara; Escala funcional de incapacidade do pescoço de copenhagen: tradução e adaptação cultural para o português brasileiro. JournalofHumanGrowthandDevelopment, v. 24, n. 3, p. 304-312, 2014.

BAROSSI T., PAIVA M. C., CABRAL D. M. C., Eficácia do tratamento Quiroprático em Garçons portadores de dor crônica no ombro. Revista Brasileira de Quiropraxia, v.1, n.2, Jun/dez, 2010.

BERKOW, R.; BEERS, M. H. Manual Merck de medicina: Diagnóstico e Tratamento. São Paulo: Rocca, 2001.

COIMBRA I.B., PASTOR E.H., GREVE J.M.D., PUCCINELLI M.L.C., FULLER R, CAVALCANTI F.S., MACIEL F.M.B., HONDA E.,Osteoartrite (Artrose): Tratamento. RevBrasReumatol, v. 44 , n. 6, p. 450-3 , nov./dez., 2004.

DUARTE V.S., SANTOS M.L., RODRIGUES K.A., RAMIRES J.B., ARÊAS G.P.T., BORGES G.F.; Exercícios físicos e osteoartrose: uma revisão sistemática. Fisioter.Mov. Curitiba, v. 26, n. 1, p. 193-202, jan./mar. 2013

GIBBONS P., TEHAN P., Spinal Manipulation: indications, risks and benefits. Journalofbodyworkandmovementtherapies.v. 5, n. 2, p. 110-119, 2001.

MACÊDO Lorena C.; RIBEIRO Clarissa D.; JUNIOR José Roberto S.; JUNIOR Windsor R. S.; VASCONCELOS Danilo A.; Efeitos imediatos da quiropraxia na hérnia de disco cervical: estudo de caso. RevistaTema. Campina Grande, v. 7, n. 10/11, p. 91-100, 2008.

MCCARTHY, C.J. Spinal manipulative thrust technique using combined movement theory. Revista manual therapy. v. 6, n. 4, p. 197-204, 2001.

MCLAUGHLIN, L.; et al. Clinical practice guideline on the use of manipulation or mobilization in the treatment of adults with mechanical neck disorders.Revista manual therapy. v. 7, n. 4, p. 193-205, 2002.

NETO João F. R.; FARIA Anderson A.; FIGUEREDO Maria F. S.; medicina complementar e alternativa: utilização pela comunidade de montes claros, minas gerais. RevAssocMedBras, v. 55, n.3, p. 296-301, 2009.

OLIVEIRA J.P.L., OLIVEIRA L.C.A., Análise dos Efeitos do Ajuste Quiropráxico na Coluna Cervical em pacientes com cervicalgia. Revista da Farn. V.8, n. ½, jan/dez, 2009.

PEREIRA A. G., JUNIOR A. S. A., Os Efeitos Clínicos de Técnicas de Terapia Manual na Cervicobraquialgia (CBO): um Estudo de Caso. 2005.

PEREIRA, J. CESCA D., DARONCO L. S. E., BALSAN L. A. G.; Efeito do tratamento quiroprático na concentração sérica de proteína C-Reativa e nos sintomas de indivíduos com cervicalgia. Salusvita, Bauru, v. 35, n. 2, p. 243-257, 2016.

PHILLIPS D. R., COWELL I.M., Effectiveness of manipulative physiotherapy for the treatment of a neurogenic cervicobrachial pain syndrome: a single case study – experimental design. Revista manual therapy. v. 7, n. 1, p. 31-38, 2002.

SILVA Rodrigo M. V.; LIMA Mário S.; COSTA Fernando H.; SILVA Ana Carolina; Efeitos da quiropraxia em pacientes com cervicalgia: revisão sistemática. Rev Dor. São Paulo, v. 13, n. 1, p. 71-74, 2012.

SOUZA Roger B.; LAVADO Edson L.; MEDOLA Fausto O.; BLANCO Dirceu H.; BLANCO João H. D.; Efeito da tração manual sobre o comprimento da coluna cervical em indivíduos assintomáticos: estudo randomizado controlado. Fisioterapia e Pesquisa, São Paulo, v.18, n.1, p. 60-6, 2011.

SOUZA, M. M. Manual de Quiropraxia - ciência e arte de curar com as mãos. São Paulo, Editora Ibraqui, 2º edição 2006.

STELLE Rafael; ZEGELBOIM Bianca S.; LANGE Marcos C.; MARQUES Jair M.; Influência da manipulação osteopática na amplitude de rotação da coluna cervical em indivíduos com cervicalgia mecânica crônica. Rev Dor, São Paulo, v.14, n. 4, p. 284-289, 2013.

VAVREK D, HAAS M, PETERSON D. Physical examination and self-reported pain outcomes from a randomized trial on chronic cervicogenic headache. J ManipulativePhysiolTher .v.33, n. 5, p. 338-48, 2010.

ZACARONI C. M. S., MEINESZ M. A., FERNANDES A. P. L., FAGUNDES D. J.,Prevalência das lesões musculoesqueléticas em Quiropraxistas no início

da prática clínica. Revista Brasileira de Quiropraxia, v. 1, n. 2, p.82 – 126, 2010.

BADARÓ Flávia A.; ARAÚJO Rubens C.; BEHLAU Mara; Escala funcional de incapacidade do pescoço de copenhagen: tradução e adaptação cultural para o português brasileiro. Journal of Human Growth and Development, v. 24, n. 3, p. 304-312, 2014.


Refbacks

  • There are currently no refbacks.