O uso de antidepressivos por estudantes em uma instituição de ensino superior e as possíveis intervenções farmacêuticas / The use of antidepressants by students in a higher education institution and the possible pharmaceutical interventions

Sara do Carmo Resende, Thaynara Divina Rodrigues Ferreira, Tháyna Marlana Pereira Façanha, Cláudia Cristina Sousa de Paiva, Alexsander Augusto da Silveira, Álvaro Paulo Silva Souza

Abstract


Introdução: A recorrência de transtornos depressivos atinge 350 milhões de pessoas em todo o mundo. Fatores socioeconômicos e culturais são as principais causas que desencadeiam a instabilidade emocional em que estão suscetíveis e que afetam as relações interpessoais. A depressão é caracterizada como um transtorno do humor e estima-se que a depressão será a segunda maior inaptidão de saúde pública em 2020. Segundo a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) a depressão é descrita por graus de incidência sendo: leve, moderada e grave, apresentando perda de humor, redução de energia e ânimo, tristeza profunda, negatividade cotidiana, distúrbios alimentares e de sono, dores de cabeça e fadiga. Objetivo: Avaliar o uso de antidepressivos por estudantes de uma Instituição de EnsinoSuperior(IES) com uma amostra de 262 alunos entrevistados com índice de significância de 90% e erro amostral de 5%. Metodologia: Realizou-se uma pesquisa de campoatravés de questionários aplicados a partir da ferramenta Formulários Google®,quanto ao conhecimento e consumo de antidepressivos correlacionando as possíveis intervenções farmacêuticas durante a farmacoterapia. Resultados e Discussão:Foi descrito que 18,33% dos alunos afirmaram fazer uso de antidepressivos, sendo a fluoxetina o medicamento antidepressivo mais prescrito/utilizado. Quando comparando os subgrupos foi evidenciado que os Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina(ISRS) foram representados com 55,60%, enquanto os Antidepressivos Tricíclicos (ADT), representado apenas por 6,25% em sua totalidade de uso. Os 39,59% restantes afirmaram fazer uso dessa classe de medicamentos, porém não se lembravam do nome do medicamento no momento da pesquisa.Conclusão:Fica evidente que é significativo o consumo de antidepressivos por estudantes, sendo considerado a necessidade de mais estudos que demonstrem a utilização de antidepressivos no meio acadêmico, assim como o que tem motivado tal uso. Além disso, o farmacêutico precisa de forma rápida ocupar seu espaço no mercado de trabalho atuando principalmente da prevenção, detecção e resolução dos problemas relacionados aos medicamentos.


Keywords


Antidepressivos, depressão, ansiedade, síndrome de abstinência, uso irracional e redução da dose.

References


Classificação de transtornos mentais e de comportamentos (CID-10). Porto Alegre: Artmed, 1993. Reimpressão, 2011.

CUNHA, R.V.; BASTOS, G.A.; DUCA, G.F.D. Prevalência da depressão e fatores associados àcomunidade de baixa renda de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Revista BrasEpidemiol, 2012: 15(2): 346-54, Porto Alegre, RS.

FEITOSA, M.P.; BOHRY, S.; MACHADO, E. R. Depressão: Família, e seu papel no tratamento do paciente. Revista de psicologia, Brasília, vol 14, Nº 21, 2012.

FERREIRA, R.C.; GONÇALVES, C.M.; MENDES, P.G. Depressão: Transtorno ao sintoma. Psicologia.PT o portal dos psicólogos, Minas Gerais, 2014.

ISTILLI, P.T.; MIASSO, A.I.; PADOVAN C.M.; CRIPPA, J.A.; TIRAPELLI, C.R. Antidepressivos: uso e conhecimento entre os estudantes de enfermagem. Revista Latino-Americana de Enfermagem vol.18, n.3, pp 131-139, São Paulo, SP, 2010.

LIMA T.V. GERMANO, M.C.M.; CARVALHO, J.P.; LIMA, J.L.S.; BATISTA, J.M.M. Adesão de psicoativos por pacientes diagnosticados com transtornos depressivos. X amostra científica da Farmácia, Quixadá, 2016.

Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5). 5ª Edição, Porto Alegre: Artmed, 2014.

MARTIN, D.; QUIRINO, J.; MARI, J. Depressão entre mulheres da periferia de São Paulo. Revista saúde pública, 41(4): 591-97, São Paulo, 2017.

MICROMEDEX 2.0. DrugsInteractions. Novembro, 2018. Disponível em: . Acesso em: 01 de novembro de 2018.

MOTA, I.C.; FARIAS, G.O; SILVA, R.; FOLLE, A. Síndrome de Burnout em estudantes universitários: um olhas sobre as investigações. Motivivência, Florianópolis/SC, v.29, n.esp.,p. 243-256, dezembro, 2017.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Depression: Let´s talk. Abril, 2017. Disponívelem:,. Acesso em: 24 de março de 2018.

PAULIN, L.F.R.S.; REIS, E.F.; RODRIGUES, E.P. Síndrome de Descontinuação dos Antidepressivos. Grupo Editorial Moreira Junior, São Paulo, SP, p. 326-330, Agosto de 2008.

SCOLARO, L. L.; BASTIANI, D.; CAMPESATO-MELLA, E. A. Avaliação do uso de antidepressivos por estudantes de uma instituiçãode ensino superior. Arq. Ciênc. Saúde UNIPAR, Umuarama, v. 14, n. 3, p. 189-196, set./dez. 2010.

SILVA, C.O.; PIRES, C.D.; PESSOA, M.T.S.; KHOURI A.G.; SANTOS S.O.; SOUZA, A.P.S. Padrão de consumo do metilfenidato em um a instituição de ensino superior. Brazilian Journal of Surgery and Clinical Research, vol. 24, n.1, PP 45-51 set/nov, 2018.

TOMASCHEWSKI-BARLEM, J.G.; LUNARD, V.L.; LUNARD, G.L.; BARLEM, E.L.D.; SILVEIRA, R.S.; VIDAL, D.A.S. Síndrome de Burnout entre estudantes de graduação em enfermagem de uma universidade pública. Rev. Latino-Americana de Enfermagem,22(6); 934-41. Nov-dez,Rio Grande do Sul, RS.2014.

THERAPEUTICS INITIATIVE. Antidepressant Withdrawal Syndrome, Julho, 2018. Disponível em:,. Acesso em: 24 de novembro de 2018.


Refbacks

  • There are currently no refbacks.