A produção socioespacial da crise hídrica: institucionalidades, arenas sociais e conflitos na Baía da Ilha Grande, RJ / The socio-spatial production of the water crisis: institutions, social arenas and conflicts in Ilha Grande Bay, RJ

Lívia Antunes, Danielle Faria Peixoto

Resumo


A temática da água é foco de análise de uma ampla rede de estudiosos, agentes políticos e econômico-sociais sofrendo, portanto, apropriações diversificadas influenciadas por diferentes construções socioculturais e cotas de poder. Entre aqueles que precisam da água para a básica necessidade de dessedentação e higiene pessoal e os que a utilizam para as atividades industriais ou na produção de alimentos, há um iminente conflito, potencializado pelo atual cenário de escassez. Como gerenciar os recursos hídricos de forma inclusiva, abrangendo todos os usos e interesses, todos os discursos e, principalmente, como vocalizar as demandas sociais? Os Comitês de Bacias Hidrográficas, espaços legítimos dotados de poder de gestão, são instrumentos efetivos de Planejamento e tomadas de decisão?  Buscar entender o funcionamento desses supostos Fóruns de Governança, identificando suas potencialidades e vulnerabilidades, é contribuir para as discussões acerca das ferramentas e possibilidades de gerenciamento da atual “crise hídrica” que aflige o Sudeste brasileiro e possibilitar prognósticos de cenários futuros. O presente artigo é um fragmento de uma pesquisa do Laboratório Oficinas Redes e Espaço (LabORE) do Instituto de Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional da UFRJ sobre o Comitê da Ilha Grande/RJ e traz algumas reflexões e questionamentos pertinentes acerca da temática levantada.


Palavras-chave


Comitê de Bacia; Crise hídrica; Arenas sociopolíticas

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