Influência do ácido acetilsalicílico na emergência e na indução à resistência ao déficit hídrico em Handroanthusochraceus (Cham.) Mattos

Rafaella Gouveia Mendes, Josef Gastl Filho, Amanda Fialho, Danylla Paula de Menezes, Ana Paula Santos da Silva, Maria Auxiliadora Miguel Jacob

Resumo


Uma das espécies florestais do cerrado, a espécie Handroanthusochraceus (Cham.) Mattos., conhecida como ipê do cerrado, é uma árvore útil para plantios em áreas degradadas de preservação permanente. O presente estudo objetivou avaliar os efeitos da aplicação exógena do AAS na emergência de sementes de ipê do cerrado, assim como a indução da resistência ao déficit hídrico. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado, em esquema fatorial 2 x 2, ou seja, 2 (duas) concentrações de AAS (0,0 e 100,0 mg L-1) e 2 (dois) regimes de irrigação (diária e alternada), perfazendo total de 4 tratamentos (T1= 0,0 mg L-1 e diária; T2= 0,0 mg L-1 e alternada; T3=100,0 mg L-1 e diária; 100,0 mg L-1 e alternada). As variáveis analisadas foram: porcentagem de emergência (PE) e porcentagem de mortalidade (PM). Os dados obtidos foram submetidos ao cálculo das medidas de dispersão e análise de variância (ANOVA), sendo comparados por meio do Teste de Tukey a 5% de probabilidade. Houve diferenças significativas (p>0,05) para entre os tratamentos para PE, sendo possível observar que T1, T3 e T4 apresentaram os maiores índices de emergência, ou seja, a irrigação diária influenciou significativamente no PE, sendo este parâmetro potencializado pela aplicação de AAS. Assim como em PE, em PM houve diferenças significativas (p>0,05), isto é os regimes de irrigação bem como a aplicação de AAS influenciaram na emergência das plântulas. Conclui-se que a aplicação via sementes do AAS, é viável para aumento do percentual de emergência, bem como, indução à resistência ao déficit hídrico nas mudas do ipê do cerrado.


Palavras-chave


Ipê do Cerrado; Irrigação; Fisiologia de sementes; Produção de mudas.

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