A ilustração tátil na contação de história: o programa etnomatemática e o imaginário da criança cega / The tactile illustration in storytelling: the program ethnomathematics and the imaginary of the blind child

Rosane Souza Vilaronga, Olenêva Sanches Sousa

Resumo


A contação de história constitui-se instrumento eficaz no desenvolvimento do imaginário das crianças, que é tanto mais aguçado quanto maior for a descrição de personagens e ambientes. No entanto, nem sempre a criança conhece tais informações e outros elementos vêm possibilitar a construção de conceitos. A criança cega necessita ainda mais de um variado e acessível repertório ilustrativo durante a audição e de um contador que conheça sua realidade, seus processos e meios de aprendizagem. Esse trabalho foca o desenvolvimento do imaginário da criança cega e do seu processo de compreensão da realidade, reflete acerca de suas possibilidades e impedimentos e utiliza a contação de histórias como instrumento contributivo. Tendo como um de seus embasadores teóricos o Programa Etnomatemática, busca elucidar também a amplitude de influência e contribuição deste na Educação Inclusiva.


Palavras-chave


Contação de história; Educação inclusiva; Ilustrações táteis; Imaginário da criança cega; Programa Etnomatemática.

Texto completo:

PDF

Referências


ABRAMOVICH, Fanny. Por uma arte de contar história. Literatura infantil: gostosuras e bobices. São Paulo: Scipione, 1997.

ALVES, Ruben. A Alegria de Ensinar. São Paulo: ARS Poética Editora LTDA, 1994.

______. O que é científico? 1999. Disponível em: . Acesso em: 27 out.2018.

BETTELHEIM, Bruno. A psicanálise dos contos de fadas. 11.ed. Rio de Janeiro : Paz e Terra, 1996. p. 11-43.

BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais: matemática. Brasília: MEC/SEF, 1997. Disponível em: . Acesso em: 27 out.2018.

D'AMBROSIO, Ubiratan. Educação Matemática: da teoria à prática. 23 ed. Campinas: Papirus, 2012.

______. Educação para uma sociedade em transição, 2. ed. Ed. EDUFRN, 2011.

______. Etnomatemática: elo entre as tradições e a modernidade. 5. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2013.

______. Transdisciplinaridade. 2. ed. São Paulo: Palas Athena, 2009.

ESOPO. Fábulas de Esopo. Recontadas por Graeme Kent e ilustradas por Tessa Hamilton. Tradução de Adail U. Sobral e Maria Stela Gonçalves. São Paulo: Edições Loyola, 1995.

LÜBECK, Marcos; RODRIGUES, Thiago Donda. Incluir é Melhor que Integrar: uma concepção da Educação Etnomatemática e da Educação Inclusiva. Revista Latinoamericana de Etnomatemática, v. 6, n 2, p. 8-23, jun. 2013. Disponível em: . Acesso em: 27 out. 2018.

MACEDO, Lino de. Ensaios Pedagógicos – Como construir uma escola para todos? Porto Alegre: Artmed Editora, 2005.

NUERNBERG, Adriano Henrique. Ilustrações táteis bidimensionais em livros infantis: considerações acerca de sua construção no contexto da educação de crianças com deficiência visual. Revista Educação Especial, v. 23, n. 36, p. 131-144, jan./abr. 2010. Disponível em: . Acesso em 27 out.2018.

VEIGA, José Spinola. A vida de quem não vê, 1ª ed. Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1946.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.