Proposta para o gerenciamento dos resíduos sólidos gerados nas etapas de corte e plainagem do setor moveleiro que utiliza MDF no município de Marabá – PA / Proposal for the management of solid waste generated in the cutting and planing stages of the furniture sector using MDF in the municipality of Marabá – PA

Antônio Pereira Júnior, Elysson Filipe de Sousa Silva, Raíza Pereira Bandeira

Resumo


A indústria brasileira de móveis em Painel de Fibras de Média Densidade (MDF) está entre os mais importantes segmentos de transformação econômica no País. O objetivo dessa pesquisa foi identificar, classificar e quantificar os resíduos sólidos (RS) oriundos das etapas de corte e plainagem de quatro movelarias (Suprane Móveis, Neves Planejados, Marcenaria Oliveira e Deart Decoração e Art.) no Município de Marabá- PA, que utilizam o MDF. Os resultados indicaram que os resíduos sólidos gerados nessas duas etapas são o pó de serragem, os cavacos e as aparas. Indicaram também que essas empresas não destinam e não dispõem de forma adequada estes resíduos, o que contribui gradativamente para um aumento dos impactos ambientais. Portanto, observou-se quenão há um gerenciamento dos resíduos sólidos, o que justifica a elaboração de uma proposta para o Gerenciamento de Resíduos Sólidos (GRS) para esse setor, a fim de obter ganhos no desenvolvimento técnico produtivo ambiental das empresas e mitigar os impactos ambientais gerados pela inadequada destinação e disposição final desses resíduos.


Palavras-chave


Movelarias. RS. Impactos Ambientais.

Texto completo:

PDF

Referências


ALIGLERI, L.; ALIGLERI, L. A.; KRUGLIANSKAS, I. Gestão socioambiental: responsabilidade e sustentabilidade do negócio. São Paulo: Atlas, 2009.

ALMEIDA, K. N. S. et al. Mensuração do volume de resíduo gerado em marcenaria no município de Bom Jesus – PI. Scientia Plena. Sergipe – AL, v, 8, n. 4, p. 1 – 4, 2012.

ARGENTA, D. O. F.; Alternativas de melhoria no processo produtivo do setor moveleiro de Santa Maria/RS: Impactos Ambientais. 2007. 122 p. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção), Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria - RS, 2017.

BARBOSA, C. F. Produção de um móvel infantil a partir de resíduo proveniente da indústria moveleira. 2008. 66 p. Dissertação (graduação) –Universidade Estadual Paulista, Itapeva, 2008.

BRAGA, N. C.; DIAS, N. C. Gestão de resíduos sólidos urbanos. Curitiba, 2008. Disponível em: . Acesso em: 20 out, 2016.

BRASIL. Lei Federal nº 6.938 de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências. Diário Oficial da República federativa do Brasil. Brasília, DF, 2 set. 1981. Disponível em: . Acesso em: 28 out. 2016.

_______. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução nº 001, de 23 de janeiro de 1986. Estabelece as definições, as responsabilidades, os critérios básicos e as diretrizes gerais para uso e implementação da Avaliação de Impacto Ambiental como um dos instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente. Diário Oficial da República federativa do Brasil. Brasília, DF, 17 fev. 1986. Disponível em: . Acesso em 20 out. 2016.

¬¬¬

______. Lei Federal n° 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providencias. DiárioOficial da República Federativa do Brasil. Brasília, DF, 13 fev. 1998. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9605.htm>. Acesso em: 12 out. 2016.

_______. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 11.174: Armazenamento de resíduos classes II- não inertes. Rio de Janeiro, 1990.

_______. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução nº 313 de 29 de outubro de 2002. Dispõe sobre o inventário nacional de resíduos industriais. Diário Oficial da República federativa do Brasil. Brasília, DF, 22 nov. 2002. Disponível em: . Acesso em: 05 nov. 2016.

_______. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 10.004:2004 Resíduos Sólidos: Classificação. 2 ed. Rio de Janeiro, 2004.

_______. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 14.001:2004Sistema de Gestão Ambiental: Especificação e Diretrizes para o uso. Rio de Janeiro, 2015.

_______. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 15.316-1:2014Painéis de fibras de média densidade. Parte 1: Terminologia. Rio de Janeiro, 2014.

______. Lei Federal n° 12.305, de 27 de julho de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providencias. Diário Oficial da República Federativa do Brasil. Brasília, DF, 3 set. 2010. Disponível em: Acesso em 08 out. 2016.

BRITO, L. S.; CUNHA, M. E. T. Reaproveitamento de Resíduos da Indústria Moveleira. UNOPAR - Científica Ciências Exatas e Tecnológicas, Londrina, v. 8, n. 1, p. 23-26, nov. 2009.

D’AMBROS, J. Cadeia produtiva moveleira da região central do Estado do Tocantins> caracterização e perspectivas para a formação de um polo moveleiro.2011. 301 p. Tese (Doutorado em Ciência Florestal). Universidade de Brasília, Brasília,

EISFELD, C. DE L.; BERGER, R. Análise das estruturas de mercado das indústrias de painéis de madeira (compensado, MDF e OSB) no estado do Paraná.Floresta.Curitiba, v. 42, n. 1, p. 21 - 34 jan. /mar. 2012.

FAGUNDES, M.; PALUDO, C.; SILVEIRA, T. M. S.; Utilização e reaproveitamento de materiais na fabricação de móveis em MDF na empresa Esquadrias Tarumã. Anais. ECCI – Encontro Cientifico Cultural Interinstitucional. Faculdade Dom Bosco, out. 2014.

FARAGE, R. M. P. Avaliação do potencial de aproveitamento energético dos resíduos de madeira e derivados gerados em fábricas do polo moveleiro de Ubá - MG.Ciência Florestal. Santa Maria, v. 23, n.1, -p. 203 – 212, jan – mar, 2013.

FERREIRA, M. J. B.; et al. Relatório de acompanhamento setorial, indústria moveleira. Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI e Núcleo de Economia Industrial e da Tecnologia do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas - Unicamp, v. 1, jun. 2008.

FREIRE, A. L. F. et al. Impactos ambientais de painéis de madeira e derivados – Uma revisão de literatura. Revista Espacios I, v. 36, n.10, s.n., jun. 2015.

GALINARI, R.; TEIXEIRA JUNIOR, J. R.; MORGADO, R. R. A competitividade da indústria de móveis do Brasil: situação atual e perspectivas. Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES Setorial,n. 37, p. 227-272, Marc, 2013.

HILLIG, E.; SCHNEIDER, V. E.; PAVONI, E. T. Geração de resíduos de madeira e derivados da indústria moveleira em função das variáveis de produção. Produção, v. 19, n. 2, p. 292- 303, 2009.

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Dados do Censo do ano de 2010. Disponível em:. Acesso em: 12 out. 2016.

JACOBI, P. R.; BESEN, G. R. Gestão de resíduos sólidos na Região Metropolitana de São Paulo – avanços e desafios. São Paulo em Perspectiva. São Paulo, v.20, n.2, p. 90 – 104, Gestão de resíduos sólidos na Região Metropolitana de São Paulo – avanços e desafios.2006.

KOCH, M. R. Gestão de resíduos sólidos de uma indústria de aglomerados e moveleira - um olhar para sustentabilidade. 2012. 126 p. Dissertação (Mestrado em Ambiente e Desenvolvimento). UNIVATES, Lajeado – RS, 2012.

KOZAK, P. et al. Identificação, quantificação e classificação dos resíduos sólidos de uma fábrica de móveis. Revista Acadêmica, Ciências Agrárias Ambientais.Curitiba, v. 6, n. 2, p. 203-212, abr./jun. 2008.

KROTH, D. C.; LOPES, R. L.; PARRÉ, J. L. A indústria moveleira da Região Sul do Brasil e seus impactos na economia regional: uma análise em Matriz de Insumo-Produto Multirregional. Ensaios FEE.Florianópolis v. 28, n. 2, p. 497 – 524, 2007.

LEAL, G. C. G.; DE FARIAS, M. S. S.; ARAUJO, A F. O processo de industrialização e seus impactos no meio ambiente urbano. Qualitas Revista Eletrônica. v. 7, n. 1, p. 1 – 11, 2008.

MARABÁ (Município). LeiMunicipal nº 17.213, de 9 de outubro de 2006. Institui o Plano Diretor Participativo do Município de Marabá, cria o Conselho Gestor do Plano Diretor e dá outras providências. Marabá, PA, 2006.

MATTOS, R. L. G.; GONÇALVES, R. M. CHAGAS, F. D. Painéis de madeira no Brasil: panorama e perspectivas. Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social -BNDES Setorial, Rio de Janeiro, n. 27, p. 121-156, mar. 2008.

NASCIMENTO, A. C. D.; PIZARRO, J. V.; MORAES, R. R. Estratégias para o fortalecimento das micro e pequenas empresas moveleiras de Marabá. Amazônia em foco. Edição Especial: Empreendedorismo e Sustentabilidade, n.1 p 24, out. 2013.

NASCIMENTO, L. P. Gestão ambiental e sustentabilidade. Universidade Federal de Santa Catarina, 2012.

NUNES, R. S. B.; Diagnóstico Ambiental de empresa de móveis de madeira. IV COBESA – Congresso Baiano de Engenharia Sanitária e Ambiental. Cruz das Almas, BA, jun 2016.

PARÁ (Estado). Lei Estadual nº 5.887, de 9 de maio de 1995. Dispõe sobre a Política Estadual do Meio Ambiente e dá outras providências. Belém, PA, 1995. Disponível em: . Acesso em: 18 out. 2015.

PEREIRA, T. C. P. A indústria moveleira no Brasil e os fatores determinantes das exportações.2009. 104 p. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ciências Econômicas). Universidade federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC, 2009.

PIRES, V. A. V.; Viabilidade econômica de implantação de uma unidade integrada de gerenciamento de resíduos sólidos no polo moveleiro de Ubá – MG. 2007. 95 p. Dissertação (Mestrado – Magister Scientiae), Universidade Federal de Viçosa, Viçosa – MG. 2007.

PRADO, L. L.; DE LORENZO, H. C. A questão socioambiental nas empresas moveleiras do Polo de Votuporanga-SP. Revista Brasileira de Gestão e Desenvolvimento Regional, v. 7, n. 3, p. 27 – 51, 2011.

RAMOS, G. G. C; CAMPANI, D. B. Elaboração do Plano de Gerenciamento de Resíduos de uma Empresa do Ramo de Construção Civil de Infraestrutura. VIII Simpósio de Qualidade Ambiental. Porto Alegre – RS, 2012.

RIGUEIRA, C. V. L. Implantação da metodologia da P+ L no processo fabril da empresa moveleira do Polo de Ubá, MG: a Empresa Vitália Móveis Ltda. 2015.

ROCHA, P. M.; BONDI, D. P.; LEITE, R. L. MATTOS NETO, C.; PINHEIRO, B. C. A; Geração de energia a partir de briquetes produzidos de pó de serragem de MDF (Medium Density Fiberboard) proveniente de uma fábrica de móveis – biomassa. Perspectivas online.Campos dos Goyatacazes, v. 13, p. 27-38, 2015.

ROSA, S. E. S; CORREA, A. R.; LEMOS, M. L. F.; BARROSO, D. V. O setor de móveis na atualidade: Uma análise preliminar. Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES Setorial, Rio de Janeiro, n 25, p 65-106, marc. 2007.

SAVICVKI, F. F. Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos - PGRS. Porto Alegre: FIERGS/SENAI, 2014. Disponível em: . Aceso em: 17 de ago. 2016.

SCHIRMER, W. N.; CORTEZ, A. M.; KOZAK, P. A.; Ventilação Industrial: uma ferramenta na gestão de resíduos sólidos atmosféricos em indústrias moveleiras – estudo de caso. Revista de Ciências Ambientais, Canoas, v.2, n.1, p. 15 a 28, 2008.

SIMIÃO, J. Gerenciamento de Resíduos Sólidos Industriais em uma empresa de Usinagem sobre o enfoque da Produção Mais Limpa. 2011. 170f. Dissertação (Mestrado – Hidráulica e Saneamento), Universidade de São Paulo, São Carlos - SP, 2011.

Ubá tambores. Ubá – Minas Gerais. Disponível em: . Acesso em: 16 de nov. 2016.

VEDOVETO, Mariana; PEREIRA, Denys; SANTOS, Daniel; GUIMARÃES, Jayne; VERÍSSIMO, Adalberto. Setor Moveleiro na Região Norte: Situação, Desafios e Recomendações.Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Pará – SEBRAE/PA. Belém, Pará. Jun. 2010.

WEBER, C. Estudo sobre viabilidade de uso de resíduos de compensados, MDF e MDP para produção de painéis aglomerados. 2011. Dissertação (Mestrado - Ciências Agrárias), Universidade Federal do Paraná, Curitiba – PR, 2011.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.